Servidores da Eletrobrás cruzam os braços por 72 horas em Sena Madureira

Eles estão seguindo a mobilização que ocorre em todo o Brasil, onde a categoria é contra a privatização da empresa

Edinaldo Gomes

Foto: Tiago Carvalho

Os servidores da Eletrobrás de Sena Madureira deflagraram na manhã desta segunda-feira, 11, uma paralisação por 72 horas. Eles estão seguindo a mobilização que ocorre em todo o Brasil, onde a categoria é contra a privatização da empresa, proposta pelo Governo Federal.

Sendo assim, os atendimentos no escritório local não ocorrem em sua totalidade e devem voltar ao normal somente na próxima quinta-feira, 14. “Apenas os atendimentos essenciais estão sendo feitos, conforme determina a lei. No mais, estamos parados porque não aceitamos a proposta do governo de privatizar a empresa, o que acarretará demissões de vários pais de famílias e o aumento na conta de luz”, comentou um dos servidores.

“Ao contrário do que o governo diz, a privatização da Eletrobras irá aumentar a conta de luz para o consumidor comum e a greve é um alerta para à população sobre esse risco. Além do mais, a política de privatização coloca em cheque a soberania nacional no planejamento e na operação da matriz elétrica brasileira, uma vez que o patrimônio do povo será vendido ao capital estrangeiro e, ainda por cima, a um preço de banana”, explica Pedro Blois, presidente da FNU – Federação Nacional dos Urbanitários, entidade que representa a categoria dos eletricitários em todo o país.

Além de não concordar com a privatização, os funcionários reivindicam ainda o chamado acordo coletivo que até hoje não foi cumprido pela empresa.

Deixe seu comentário

comentários