Sargento Alex confessa ter pego Baiano e diz que a família Pascoal o matou

"Então saíram cerca de sete pessoas encapuzados,chutando baiano. Eu era o único armado, a arma era um revólver da PolíciaMilitar e uma metralhadora, que estava com defeito na agulha"

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"Então saíram cerca de sete pessoas encapuzados,chutando baiano. Eu era o único armado, a arma era um revólver da PolíciaMilitar e uma metralhadora, que estava com defeito na agulha"

“O comandante Pascoal me disse: “Isso é uma situaçãodifícil, e é um caso de família que será resolvido"

“Eu não tenho nada a ver com isso. Estou citando que foi afamília Pascoal que matou Baiano, mas não posso dizer que foi Hildebrandoporque eu não vi ele matando". As afirmações são do ex-sargento AlexFernandes de Barros, que acaba de depor no Fórum Barão do Rio Branco".

Interrogado pelo Juiz Leandro Gross, ele afirmou que existeverdade apenas na versão da apreensão de Baiano. Segundo ele, era um domingo,ele havia saído do serviço aonde trabalhava direto para o Comando da PM. “Euconhecia bem o município de Sena Madureira, e numa conversa com o ex-deputadoCarlos Airton, ele me chamou para trabalhar para ele. Eu também conhecia Romeroe trabalhando no gabinete fiz amizade com ele. A verdade dessas versões éapenas a minha parte na busca pelo Baiano, mas não tenho nada haver com a mortedele”, disse o ex-sargento.

Alex diz que em 1996, época em que Baiano foi morto, nãoestava mais à disposição do gabinete do comandante da PM, e no domingo apóssair do serviço, estava na casa de um amigo no bairro Aviário. Ele disse aindaque Aureliano Pascoal o procurou e foi para o Posto Parati, onde estavam NeyRoque, o secretário de Segurança e Aureliano Pascoal.

“Me mandaram buscar um gol prata e me deram o número daplaca. Nesse momento, recebi um rádio de que esse carro estava indo paraTransacreana. Em seguida tive a informação de que o carro tinha ido para SenaMadureira. Quando cheguei em frente a parada de táxi da praça principal da Capital,vi Raimundinho e disse que iria a Sena Madureira, e chamei para ele ir junto”,conta.

Alex diz que foi também na casa de Ronaldo Romero e também ochamou para ir à Sena. No quilômetro 75 encontraram um táxi que vinha emdireção à Rio Branco. O taxista foi abordado e disse que tinha deixado um homemsupostamente envolvido na morte de Itamar em Sena Madureira. “Ele me falou queestava junto com o cara que matou o Itamar”, relata.

Ao chegar em Sena, ele diz que deu uma volta na cidade e nãoviu nada. Então o taxista avistou Baiano e o reconheceu na praça principal e oabordaram. “Tive a informação de que o senhor estava junto com a pessoa quematou o sargento Itamar", disse Alex ao se reportar à Baiano à época.

"Mas o Baiano disse que não foi ele, e que correu nomomento que Hugo matou Itamar", lembra o ex-policial.

Então, Alex colocou Baiano dentro do carro e foi ao Quarteldo município, onde telefonou para o comandante Aureliano a quem informou queestava com Baiano. Aureliano mandou ele ir com Baiano de Sena a Rio Branco queele o encontraria na estrada.

“Quando chegamos no quilômetro 55, o taxista pegou seu carrode volta e eu e Romero estávamos em cima da caçamba, e avistamos três carros.Então saíram cerca de sete pessoas encapuzados, chutando baiano. Eu era o únicoarmado, a arma era um revólver da Polícia Militar e uma metralhadora, queestava com defeito na agulha’, revela o acusado.

Alex diz ter reconhecido Ney Roque, segundo ele um dos maisviolentos, Amaraldo Pascoal, soldado Crispim, José Alípio, Sete Pascoal, PauloBandeira, Paulo Pascoal, além de mais duas pessoas que não saíram do carro.

"Eles colocaram Baiano dentro do carro e o levaram pelaestrada". Ainda na estrada de Sena, na ponte do Riozinho, pedi para pararo carro aonde estava o comandante Aureliano Pascoal e o secretário deSegurança. Tinha muita gente lá. Então eu disse a ele que me tomaram o Baianona marra, diz Alex”.

“O comandante Pascoal me disse: “Isso é uma situaçãodifícil, e é um caso de família que será resolvido. Quando olhei, estava ocoronel Hildebrando conversando com Baiano. Daí para frente, nunca mais vi oBaiano. Não existe nenhuma testemunha idônea para afirmar que me viu no galpãodo Alípio”.

O ex-sargento conta que na quarta-feira, o Coroinha, passounuma moto para irem ao Quinari. “Ao chegarmos na chácara do tenente Pedro,quando eu ia entrando, vi o Coroinha voltando e vi uma discussão entreHildebrando e Aureliano Pascoal. Assim, voltamos para o carro e viemos embora”,relata.

A versão de Zé Elói informando que ele participou daexecução de Baiano não é real, segundo Alex. Ele afirmou que viu um corpo caídono chão e não se lembra se os braços e as pernas estavam mutilados.

Ele disse lembrar vagamente que o teor da discussão estavarelacionada a mulher do Gérson.

“Fui preso por pessoas que mentiram contra minha pessoa,Bosco Ayache e José Figueiredo. Algo importante é que os jurados observem aminha situação neste processo. O Zé Elói disse que entregou a arma para AdãoLibório, mas isso não é verdade. A primeira pessoa que descobriu o nome de Hugonesse Estado foi Ney Roque, que era conhecido dele. Ele era amigo de José Hugo.Se Zé Elói arrumou essa arma para o crime porque ele ficou fora desse processo?Eu prendi Baiano porque estava agindo dentro dos meus direitosconstitucionais”, diz Alex.

 

Fonte: Contilnet 

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