RIGOR: Três acusados de matar garoto em Sena são condenados a mais de 100 anos de prisão

Na sentença, o juiz de Direito da comarca de Sena Madureira, Fábio Farias, determinou que os mesmos cumpram as penas em regime inicialmente fechado

Redação Senaonline.net


O primeiro dia de julgamento na Comarca do Fórum Desembargador Vieira Ferreira, em Sena Madureira, sobre a morte brutal do garoto João Vitor Oliveira da Silva, 13 anos, terminou com a condenação de três acusados. Após a análise do corpo de jurados, as penas aplicadas a eles foram consideradas expressivas, demonstrando que a sociedade local não é complacente com esse tipo de prática.

Gerlian Lima Rocha foi condenado a 37 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão por Homicídio e a mais 4 anos e 10 meses por organização criminosa, totalizando 42 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado.

João Batista Arévila Lira foi condenado a 25 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão e a mais 4 anos por organização criminosa, totalizando a pena final em 29 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão.

Wendson Mendonça da Silva Areal foi condenado a 23 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de homicídio e a mais 4 anos e 10 meses por organização criminosa, totalizando 28 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam os 100 anos de prisão.

Corpo da vítima foi encontrado em estado de decomposição

Na sentença, o juiz de Direito da comarca de Sena Madureira, Fábio Farias, determinou que os mesmos cumpram as penas em regime inicialmente fechado, negando aos réus o direito de recorrer em liberdade.

Vale enfatizar que outros seis envolvidos no crime também sentarão no banco dos réus. Três serão julgados amanhã e o restante na quinta-feira. De fato que, segundo as investigações, nove infratores participaram diretamente da morte de João Vitor.

Os outros que ainda serão julgados são: Altevir Lopes da Silva, Djair Nogueira Cidrão, Evilano Mota da Silva, Jerfesson Lino de Lima, Marcos Nascimento da Silva e Jones Ferreira da Silva.

De acordo com os autos do processo, a morte de João Vitor Oliveira da Silva se deu no dia 5 de agosto de 2016, por volta das 01:30 horas da madrugada, nas imediações do porto do Zé Romão.

“Os denunciados, agindo em concurso de pessoas e união de objetivos entre si, com evidente vontade de matar, por motivo torpe, meio cruel, à traição, emboscada ou dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, valendo-se de golpes de faca e disparos de arma de fogo, ceifaram a vida do menor, sendo que para assegurar a execução, ocultação e impunidade ou vantagem do crime, jogaram o cadáver no rio Iaco”, diz um trecho do processo.

Á época dos fatos, a mãe de João Vitor registrou o desaparecimento do filho, pois não sabia o que teria ocorrido com o mesmo. Dias após o registro, o corpo dele foi encontrado à margem do rio Iaco em estado de decomposição. A perícia confirmou que ele foi morto com tiros na cabeça e ainda teve o corpo perfurado à faca.

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