Mais três acusados de matar garoto de 13 são condenados em Sena; Penas ultrapassam os 110 anos de prisão

Na sentença, o juiz Fábio Farias determinou que os condenados cumpram as penas em regime, inicialmente, fechado.

Redação Senaonline.net

Mais três acusados na morte do garoto João Vitor Oliveira da Silva, 13 anos, ocorrida em agosto de 2016, estiveram no banco dos réus nesta quarta-feira, 4. Foi o segundo dia de julgamento deste caso, realizado na comarca do Fórum Desembargador Vieira Ferreira e presidido pelo juiz Fábio Farias, da Vara criminal.

Assim como aconteceu na terça-feira, todos eles foram condenados a penas consideradas expressivas.

Evilano Mota da Silva foi condenado a 34 anos de reclusão em regime fechado, por homicídio. Ele foi absolvido com relação a integrar facção criminosa.

Djair Nogueira Cidrão foi condenado a 28 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão por homicídio e a mais 4 anos de reclusão por organização criminosa. A pena total foi fixada em 32 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.

Jerfesson Lino de Lima, conhecido como “Barack Obama”, foi condenado a 37 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de homicídio e a mais 5 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão por organização criminosa. Sua pena definitiva ficou em 43 anos, 4 meses e 29 dias de reclusão.

As investigações comandadas pela Polícia Civil apuraram que o mesmo arquitetou a morte do garoto, arrebanhando os demais envolvidos para a execução do plano.

Na sentença, o juiz Fábio Farias determinou que os condenados cumpram as penas em regime, inicialmente, fechado.

Nesta quinta-feira, 5, outros três envolvidos no assassinato do garoto também serão levados à júri-popular. Até agora foram julgados seis e todos acabaram condenados.

De acordo com os autos do processo, a morte de João Vitor Oliveira da Silva se deu no dia 5 de agosto de 2016, por volta das 01:30 horas da madrugada, nas imediações do porto do Zé Romão.

“Os denunciados, agindo em concurso de pessoas e união de objetivos entre si, com evidente vontade de matar, por motivo torpe, meio cruel, à traição, emboscada ou dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, valendo-se de golpes de faca e disparos de arma de fogo, ceifaram a vida do menor, sendo que para assegurar a execução, ocultação e impunidade ou vantagem do crime, jogaram o cadáver no rio Iaco”, diz um trecho do processo.

Á época dos fatos, a mãe de João Vitor registrou o desaparecimento do filho, pois não sabia o que teria ocorrido com o mesmo. Dias após o registro, o corpo dele foi encontrado à margem do rio Iaco em estado de decomposição. A perícia confirmou que ele foi morto com tiros na cabeça e ainda teve o corpo perfurado à faca.

Deixe seu comentário

comentários