Maior acidente aéreo da História de Sena: Morador que estava dentro do avião cedeu vaga para Militar

Ronaldo estava dentro do avião, mas teve que desembarcar para dar lugar a um Militar

Por: Edinaldo Gomes

Ronaldo Queiróz é de uma família tradicional de Sena Madureira

O senamadureirense Ronaldo Queiróz, 53 anos de idade, que hoje mora em Rio Branco, era um dos passageiros do avião DC-3, da Cruzeiro Linhas Aéreas que caiu na comunidade Boca do Caeté, em 28 de setembro de 1971.

Ronaldo estava dentro do avião, mas teve que desembarcar para dar lugar a um Militar que estava doente e precisa chegar na capital acreana com certa urgência. O que num primeiro momento parecia ser algo frustrante para o jovem, se transformou em um grande livramento, visto que, com a queda do avião todos os passageiros e tripulantes acabaram morrendo, num total de 33 pessoas.

Hoje, 48 anos após a maior tragédia aérea da história de Sena Madureira, Ronaldo Queiróz fez um relato em sua página no facebook. Ele considera que naquela data nasceu de novo. Confira:

“Em 28 de setembro de 1971, em um avião DC-3 da Cruzeiro Linhas Aéreas, poderia ter sido meu primeiro e último vôo. Mas Deus resolveu me deixar onde estava.
Me recordo perfeitamente desse dia, de detalhes da noite em claro esperando amanhecer o dia para embarcar, chegar em Rio Branco e ter a certeza que minha mãe estava me aguardando no aeroporto.
Foi um dia de muita tristeza!!!
Desci do avião com meu tio Mota de Oliveira para poder dá vaga para um militar que estava doente e necessitava chegar em Rio Branco com certa urgência.
Mas, quem sofreu mesmo foi a mamãe que na época não tínhamos como avisá-la que nós não embarcamos no vôo.
Daí você imagina o sofrimento dela, como também, de meu pai para fazer com que a informação chegasse até ela que nós tínhamos saído do avião e dado a vaga para outra pessoa.
Dia 18 de novembro de 1966 eu nasci;
Dia 28 de setembro de 1971 me livro desse voo;
Dia 18 de dezembro de 2012 escapo de uma queda do telhado de minha casa.
Vida que segue com fé em Deus”.

À época dos fatos, o avião chegou a decolar, mas apresentou problemas, bateu em uma árvore e caiu na Boca do Caeté, culminando com a morte de 33 pessoas, dentre as quais o Bispo Dom Giocondo Maria Grotti.

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