Deputado Mazinho Serafim (à direita) participa da comisssão que defende a integração Acre/Peru

Eram pouco mais de quatro da tarde em Rio Branco, quando a Comissão que defende a integração entre Acre e Peru chegou à cidade de Pucallpa, província de Ucayall

 

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Eram pouco mais de quatro da tarde em Rio Branco, quando a Comissão que defende a integração entre Acre e Peru chegou à cidade de Pucallpa, província de Ucayalli. No aeroporto várias pessoas esperavam ansiosas para recepcionar os "hermanos brasileños". Bandeiras dos dois países tremulavam e uma apresentação de dança folclórica havia sido preparada, ratificando não apenas a fama da boa receptividade peruana, mas também o desejo por um intercâmbio cultural, político e econômico mais estreito. 

Embora apenas 25 minutos de avião separem Cruzeiro do Sul de Pucallpa as cidades permaneceram por anos afastadas mesmo tendo necessidades em comum que poderiam estar sendo supridas em conjunto. O grande problema continuava sendo a falta de uma iniciativa forte para restabelecer esses laços. Quase 100 anos depois da assinatura do acordo que delimitou as fronteiras entre Brasil e Peru finalmente os dois países parecem estar prontos para romper novamente essas barreiras por um bem comum. 

A iniciativa, capitaneada pela Assembleia Legislativa e apoiada pelos Governos Federal e Estadual e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, além de empresários da região, foi responsável, nesta terça, 23, pelo segundo ato no estabelecimento de relações entre a região. De acordo com o presidente do Parlamento estadual acreano, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), essa ação será imprescindível para o crescimento das localidades. "Temos a obrigação política e moral de derrubar essas barreiras e homenagear os acordos que foram feitos 100 anos atrás". 

Cruzeiro do Sul sofre problemas com o abastecimento de produtos de hortifruti, o quilo do tomate pode chegar a R$ 8 em determinadas épocas do ano. Pucallpa, em contrapartida, não tem esse problema, mas sofre com a falta de carne bovina, produto abundante no vizinho brasileiro. O estabelecimento de relações comerciais reduziria os custos dos produtos para ambas cidades. 

Para o presidente regional de Ucayalli, Jorge Velásquez Portocarrero, é um absurdo que até hoje isso ainda não tenha ocorrido. Ele era um dos mais animados com a realização do evento. "Não justifica que o Brasil, país tão grande, tenha tão pouco comércio com o Peru. Nessa região temos um problema comum que é a pobreza e temos muito que aprender e compartilhar". 

O Encontro Político Comercial pela Integração entre Cruzeiro do Sul e Ucayalli irá durar até quinta, com debates que visam superar as barreiras comerciais, a criação de medidas para a integração aérea e estabelecimento de relações políticas e empresariais entre os países. 

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