CASO JOÃO VITOR: Promotores falam sobre condenações de réus; Penas ultrapassam os 200 anos

Os promotores falaram sobre as condenações e, ainda, sobre o adiamento do julgamento dos últimos três envolvidos

Da Redação

Promotores Fernando Terra e Juliana Barbosa

Seis dos nove envolvidos no assassinato bárbaro do garoto João Vitor Oliveira da Silva, 13 anos de idade, foram julgados nesta semana pela justiça de Sena Madureira e acabaram condenados. Somadas, todas as penas ultrapassam os 200 anos de prisão.

Nesse contexto, o Ministério Público de Sena, representado pelo promotor Fernando Terra e pela promotora Juliana Barbosa tem exercido um papel relevante, demonstrando ao corpo de jurados, com base nas provas, a culpabilidade de cada envolvido.

Nesta quinta-feira, 5, os promotores falaram sobre as condenações e, ainda, sobre o adiamento do julgamento dos últimos três envolvidos que estava marcado para ocorrer hoje, mas foi adiado.

De acordo com o promotor Fernando Terra, os réus foram condenados não somente pela prática do Homicídio, mas também por serem membros de uma organização criminosa. “É importante ressaltar à comunidade que as penas estão de acordo com a lei. Nesse caso, trata-se de um homicídio quadruplamente qualificado, onde há provas do envolvimento dos nove acusados. A gente não faz uma acusação simplesmente para obter a condenação. As provas estão nos autos e são mostradas aos jurados. Portanto, as penas são consequências dos atos praticados”, ressaltou.

A promotora Juliana Barbosa, por sua vez, iria atuar no julgamento de hoje, porém, a sessão foi adiada. Ela explicou o motivo: “A respeito do julgamento de hoje, a defesa alegou uma nulidade em virtude do mesmo conselho de jurados ter participado dos demais julgamentos. Ao final de tudo, faltou um jurado para completar o grupo de sete. Sendo assim, o julgamento dos outros três acusados ficou para o dia 24 deste mês. O Ministério Público está muito empenhado nesses julgamentos. O Dr. Fernando tem feito um excelente trabalho tanto é que, até agora, todos os réus foram condenados”, salientou.

Confira as penas dos seis réus julgados nesta semana

Gerlian Lima Rocha foi condenado a 37 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão por Homicídio e a mais 4 anos e 10 meses por organização criminosa, totalizando 42 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado.

João Batista Arévila Lira foi condenado a 25 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão e a mais 4 anos por organização criminosa, totalizando a pena final em 29 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão.

Wendson Mendonça da Silva Areal foi condenado a 23 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de homicídio e a mais 4 anos e 10 meses por organização criminosa, totalizando 28 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam os 100 anos de prisão.

Evilano Mota da Silva foi condenado a 34 anos de reclusão em regime fechado, por homicídio. Ele foi absolvido com relação a integrar facção criminosa.

Djair Nogueira Cidrão foi condenado a 28 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão por homicídio e a mais 4 anos de reclusão por organização criminosa. A pena total foi fixada em 32 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.

Jerfesson Lino de Lima, conhecido como “Barack Obama”, foi condenado a 37 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de homicídio e a mais 5 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão por organização criminosa. Sua pena definitiva ficou em 43 anos, 4 meses e 29 dias de reclusão.

As investigações comandadas pela Polícia Civil apuraram que o mesmo arquitetou a morte do garoto, arrebanhando os demais envolvidos para a execução do plano.

Na sentença, o juiz Fábio Farias determinou que os condenados cumpram as penas em regime, inicialmente, fechado.

De acordo com os autos do processo, a morte de João Vitor Oliveira da Silva se deu no dia 5 de agosto de 2016, por volta das 01:30 horas da madrugada, nas imediações do porto do Zé Romão.

“Os denunciados, agindo em concurso de pessoas e união de objetivos entre si, com evidente vontade de matar, por motivo torpe, meio cruel, à traição, emboscada ou dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, valendo-se de golpes de faca e disparos de arma de fogo, ceifaram a vida do menor, sendo que para assegurar a execução, ocultação e impunidade ou vantagem do crime, jogaram o cadáver no rio Iaco”, diz um trecho do processo.

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