Oposição diz que Sena Madureira vive situação de abandono

Nem tudo são flores em Sena Madureira, município distante 144 quilômetros de Rio Branco. Pelo menos este é o pensamento de um grupo de três vereadores que enxergam na administração...

flash_lixosenafgfdghu.jpgNem tudo são flores em Sena Madureira, município distante 144 quilômetros de Rio Branco. Pelo menos este é o pensamento de um grupo de três vereadores que enxergam na administração do prefeito Nilson Areal (PR) um vácuo entre o discurso e a prática. Um deles, Zenil Chaves (PPS), afirma que a cidade de 40 mil habitantes está abandonada, a educação está falida e a saúde desandou.

Ele rebate declarações do prefeito Areal, de que em balanço de 100 dias de gestão, havia dito que a cidade caminhava para o melhor.

“Vivemos hoje o que já passamos em 1997. Nossas ruas estão um desastre”, acusa Chaves. “Coisa assim só vimos na maior enchente que se teve notícia na cidade, em 97”.

O parlamentar também acusa a administração de Areal, de não promover políticas de incentivo ao professor, sobretudo, os da zona rural, “cuja tarefa é árdua ao se dividir em muitos”.

Ele se refere ao fato de que professores da zona rural estariam lecionando, fazendo a faxina e preparando a merenda, quase que simultaneamente, por conta da falta de pessoal de apoio. “São quase 300 professores dessa forma”. E na cidade, aponta Zenil Chaves, o problema é a falta da merenda.

 
Zenil Chaves e Nilson Areal: problemas no município são reais e devem ser corrigidos (Montagem sobre foto de lixão em Sena/arte visual: Adaildo Neto/Agazeta.net)

Se na educação as coisas não vão bem, a oposição ao governo de Areal diz encontrar argumentos ainda mais fortes de ingerência na saúde, e na falta de zelo com a destinação do lixo da cidade.

Segundo ele, o lixão a céu aberto continua a poluir os lençóis freáticos da cidade e a falta de médicos inviabiliza o funcionamento de postos de saúde, sobrecarregando o atendimento no Hospital Geral João Câncio. Entre os onze postos de saúde, três fecharam, segundo o parlamentar.

No campo, o maior entrave foi o fechamento do posto a região do Caeté, região onde vivem ao menos três mil pessoas. “Ele mandou fechar o posto e deixou desassistida toda uma população carente”, diz Chaves.

Conforme o vereador do PPS, em Sena existem onze médicos para atender aos oito postos abertos e ao hospital geral, numa proporção de um médico para 500 habitantes. Ele afirma que um corte no repasse para a saúde “foi, propositalmente, despercebido pelo prefeito”.

A diminuição fez com que os salários de médico passassem a ser de R$ 3,4 mil. O problema é que outros municípios oferecem bem mais que isso, dificultando as contratações.

Assessor de Nilson Areal acusa vereador de auto-promoção

O assessor de imprensa do prefeito Nilson Areal, Paulo Roberto Paixão, repudiou as declarações do vereador Zenil Chaves (PPS). Na opinião dele, o vereador tenta se auto-promover, numa tentativa de se eleger deputado estadual nas próximas eleições.

“Ele quer arrumar um emprego como deputado. Quer se auto-promover, mas tenta aparecer com acusações mentirosas ao prefeito”, afirma Paixão.

Ele rechaça uma a uma as declarações do parlamentar. Afirma que na região, é típico que o ano letivo se inicie depois do inverno, sobretudo, na zona rural.

“Ainda não começamos nem o ano letivo e também nunca existiu acúmulo de tarefas por professores na zona rural, mesmo que tenhamos escolas distantes, onde a inserção de funcionários é feita com bastante dificuldade”, explica o assessor.

Quanto ao lixão de Sena, um novo plano de viabilização de uma unidade adequada ambientalmente está em estudo pela prefeitura e será colocado em prática em breve.

Na saúde, Roberto Paixão disse ser este um problema que atinge não só Sena Madureira como também a todos os demais municípios acreanos.

“Todos sabem que é difícil a contratação de médicos, não só aqui, como em Rio Branco, em Cruzeiro do Sul ou no Jordão, de modo que estamos também inseridos neste contexto. Mas é um dos objetivos do prefeito Nilson Areal melhorar as unidades de saúde”.

Com relação às ruas intrafegáveis, Paulo Roberto Paixão afirma que elas estão assim por causa do inverno. “Sempre foi assim no inverno. As chuvas atrapalham o trabalho de recuperação, mas tão logo acabem estaremos com obras de recuperação”.
 

Fonte: A gazeta.net

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