Acre é sede de encontro do Bloco 1 para retirada da vacina contra a febre aftosa

Durante toda esta quinta-feira, 21, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac)

Samuel Bryan
Durante toda esta quinta-feira, 21, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), Rio Branco recebe a quinta reunião do Bloco 1 de retirada da vacinação contra a febre aftosa, encabeçado pelos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e parte do Amazonas, contando com a presença de representantes de todos os estados.

O encontro será para discutir os avanços firmados até então e os desafios ainda a serem superados para a retirada da vacina até então obrigatória para bovinos, além do andamento da adoção de medidas sanitárias para o controle da doença.

Vacinando seu gado há 20 anos ininterruptos com duas campanhas por ano, o Acre é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde Animal como zona livre de aftosa com vacinação há 14 anos, em virtude dos resultados exitosos de suas políticas de defesa e inspeção animal. A expectativa é que a campanha iniciada no dia 1º de novembro seja a última no estado.

O secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, esteve presente e destacou que é de grande interesse do governador Gladson Cameli cumprir todas as metas presentes para essa conquista, que irá gerar uma grande valorização da carne acreana, além da expansão do produto para novos mercados.

“Esse é um compromisso do governador, com ele garantindo total apoio. Já fizemos alguns convênios para obras estruturantes com o Fundepec por exemplo, que é um fundo privado, e as obras vão sair em tempo hábil. E já estamos providenciando outras medidas como equipamentos, veículos, computadores e foi autorizado ontem pelo governador o concurso para a contratação de novos funcionários para o Idaf”, conta Trindade.

União pela meta
O Acre possui cerca de 3,3 milhões de cabeças de gado, com um patrimônio pecuário avaliado em R$ 5 bilhões e que gera 75 mil postos de trabalho em toda a cadeia. O setor é o terceiro que mais movimenta economicamente o PIB do estado, com cerca de R$ 1 bilhão anualmente.

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Rogério Melo, ressalta que o estado tem feito seu dever de casa e espera sucesso na auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que será realizada em março.

“Pra que o Acre e os demais estados do Bloco consigam retirar a vacina, é necessário cumprir as metas do Ministério e essa reunião hoje é para dar andamento a isso. Estamos na campanha de vacinação do mês de novembro e na reestruturação do órgão de defesa que é nosso grande gargalo hoje”, conta Melo.

O governo ainda conta com o apoio de instituições como o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Acre (Fundepec) que fez uma parceria com o governo que possibilitou a reforma de todos os escritórios do Idaf no estado.

Alcides Teixeira, pecuarista e presidente do Fundepec, reforça: “Essa retirada vai agregar muito valor para nós pecuaristas. Sem vacinação teremos vários novos mercados para exportação. E nossa parceria com o termo de cooperação deve entregar todos os escritórios do Idaf reformados até 10 de fevereiro”.

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