A vida dos seringueiros de Sena Madureira

O restante dos seringueiros habitantes nas colocações do Rio Yaco em Sena Madureira no Estado do Acre, enfrentam várias dificuldades para sobreviver do corte da seringa

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O restante dos seringueiros habitantes nas colocações do Rio Yaco em Sena Madureira no Estado do Acre, enfrentam várias dificuldades para sobreviver do corte da seringa, o preço da borracha não incentiva a permanecia dos seringueiros em suas colocações, muitos já abandonaram a profissão e começaram a cultivar a terra, para retirarem o sustento de suas famílias, outros já se aposentaram como “Soldado da Borracha”, e vivem em pequenas casas em bairros periféricos da cidade.
Uma pequena parte ainda insiste em produzir a borracha em colocações distantes, a mais de 10 dias da cidade, há muitos anos atrás ser seringueiro era motivo de orgulho no Estado do Acre, Sena Madureira era um dos municípios que mais produzia a matéria prima e exportava para outros estados, lembra o seringueiro José da Silva, residente em Baturiter no Rio Yaco.  
A vida de seringueiro não é fácil, o Padre Paulino conhecido mundialmente, há muitos anos atrás cortou seringa e conta um pouco da vida sofrida dos seringueiros diante da experiência obtida em um dos seringais da floresta amazônica, confira no vídeo.

O Município de Sena Madureira na época se desenvolveu através da borracha, o “Ouro Preto”, os seringueiros e seringalistas espalhados no Rio Yaco, não tinham dificuldades para sustentar suas famílias, tudo era em abundância, dois navios “Guru Sá” e “Guanabara” eram responsáveis pelo transporte e abastecimento dos grandes patrões da época. 
Na década de 40, Manoel Pessoa da Silva, 84 anos, seringueiro afamado no Rio Yaco, hoje residente no Bairro do Bosque com saudades dos velhos tempos, conta a nossa reportagem em forma de poesia a vida sofrida dos soldados da floresta, confira o vídeo.

Os navios responsáveis pelo transporte das mercadorias naufragaram, o Guru Sá esbarrou em cima de um tronco de cumarú-ferro e afundou próximo a colônia do Bom Jesus, a três horas de barco da cidade, no dia do naufrágio, mais de 80 pessoas estavam abordo, não houve vítimas fatais, apenas 40 toneladas de mercadorias se perderam nas águas do Rio Yaco, o Guanabara afundou próximo a tabatinga, também foram perdidos mais de 25 toneladas de mercadorias, uma pessoa morreu durante o naufrágio.
O seringueiro quando chegava à cidade era recebido com festa, os comerciantes faziam questão de aperta suas mãos e oferecer seus produtos, por trata de um homem endinheirado, as mulheres já esperavam no barranco, na expectativa de fisgar os homes do dinheiro, hoje praticamente 68 anos depois, isso não acontece mais, relembra Marcos Souza seringueiro do Amapá, colocação localizada no Rio Yaco.
Na próxima semana vamos relembrar mais um pouco da história do nosso município.
Ronaldo Duarte  

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