A mão que impede de desmatar, irá deixar várias famílias com fome este ano

Uma carta enviada ontem a redação do SenaOnline.net, escrita por um agricultor morador do Rio Caeté, conta o sofrimento da vida do homem do campo em Sena Madureira. Em um...

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Uma carta enviada ontem a redação do SenaOnline.net, escrita por um agricultor morador do Rio Caeté, conta o sofrimento da vida do homem do campo em Sena Madureira. Em um dos trechos ele reclama das autoridades do Estado, que não permitem o desmatamento de pequenas áreas para subsistência, e lamenta pela mão responsável na assinatura de decretos, leis e aplicações de multas. 
“Sou um agricultor que vem a mais de dois meses tentando conseguir uma licença para desmatar uma área e plantar um roçado de macaxeira, sempre tenho um não como resposta dos órgãos responsáveis pela liberação da licença, será que as autoridades não perceberam ainda que muitos trabalhadores rurais estão abandonando suas colonhas e vindo para as periferias da cidade, viver de forma desumana, para quem não sabe ler e escrever, a única solução é vender picolé. Fico triste, é nesse momento que eu lembro do meu pai quando eu era criança, ele dizia: “filho tudo que se planta dá, é só saber cultivar”, mas o que eu vou plantar se não posso cultivar minha terra. Estou vendendo minha terra e já estou procurando uma casa na baixada do Bairro Cristo Libertador, logo estarei vendendo picolé se quiser sobreviver com meus 6 filhos. As autoridades que lerem estes meus relatos, ajudem meus companheiros da zona rural, pois só somos importantes na hora do voto, depois o peso da caneta cai sobre os mais fracos. Finalizo com uma pergunta: de quem será mesmo a terra que vivemos se dela não podemos tirar mais o sustento dos nossos filhos? Ronaldo, se publicar estes relatos eu ti agradeço, assina Pelegrino da Silva Bardali".
Ronaldo Duarte 

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